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Postado em 28 de novembro de 2018 Por Em Destaque, Santa Catarina E 12 Views

Quase 300 cidades ficaram sem médicos com saída de profissionais cubanos

Pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes de saúde da família com a saída de profissionais cubanos. No dia 14 de novembro, o governo cubano decidiu encerrar o acordo com o Brasil que viabilizava a atuação dos profissionais no Mais Médicos, celebrado por meio da Organização Panamericana de Saúde (Opas) junto ao Ministério da Saúde, depois de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro de que alteraria as regras do programa. O presidente eleito, ainda em campanha já havia anunciado que usaria o revalida para “expulsar médicos cubanos”.

Em Santa Catarina, estado que chegou a receber mais de 250 médicos cubanos,  200 municípios serão afetados com a saída dos profissionais que atuam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS). A Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Santa Catarina lamenta a descontinuidade do programa em todo o Brasil, e reconhece a importância da atuação dos  médicos cubanos, que complementou um dos programas de saúde mais eficazes e reconhecidos no mundo: a estratégia da saúde da família. 

O programa Mais Médicos foi lançado em 2013 pelo governo da presidente Dilma, com o objetivo de, através da presença de médicos de outros países, suprir a carência desses profissionais nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades brasileiras. Segundo dados do Ministério da Saúde de Cuba, atenderam mais de 113,3 milhões de pacientes em mais de 3.600 municípios brasileiros. Os médicos cubanos constituem 80% dos médicos do programa, que levou a mais de 700 municípios um médico pela primeira vez na história.

Para o Conselho Nacional de Saúde – CNS, os impactos da saída dos médicos cubanos do Brasil serão desastrosos. Pois, o que está em risco é a vida de milhares de pessoas que ficarão desassistidas pela falta de interesse do mercado em atuar nessas áreas que não trazem lucro para empresas e profissionais. 

Fontes: CNTS e Agencia Brasil. 

 

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